Entrevista com a responsável do melhor fundo de acções em 2009
Fundo do Santander aposta nas telecomunicações e banca para 2010
Catarina Castro, responsável pela gestão do fundo de acções com melhor prestação em 2009, diz em entrevista ao Negócios que o mercado de acções português deverá ter este ano retornos em linha com as restantes praças europeias e existem ainda diversas empresas com avaliações muito atractivas. Sonaecom, Cofina e sector financeiro são as apostas para 2010.
Catarina Castro, responsável pela gestão do fundo de acções com melhor prestação em 2009, diz em entrevista ao Negócios que o mercado de acções português deverá ter este ano retornos em linha com as restantes praças europeias e existem ainda diversas empresas com avaliações muito atractivas. Sonaecom, Cofina e sector financeiro são as apostas para 2010.
O fundo Santander Gestão de Activos liderou a rentabilidade entre os fundos de acções nacionais, com um retorno de 48%. Catarina Castro revela em entrevista quais as perspectivas para 2010 no mercado de acções.
Qual a expectativa para o desempenho do mercado accionista português em 2010? Para 2010, perspectivamos um ano positivo para os mercados accionistas globais, sendo esta a classe mais interessante de investimento. Esta visão é suportada por um cenário macroeconómico global de alguma recuperação (fim de recessão) e de inflação muito baixa. A nível microeconómico ainda existem diversas empresas com avaliações muito atractivas. O mercado português deverá ter retornos em linha com as restantes praças europeias.
Quais os principais riscos que o mercado português enfrenta? Os principais riscos que os mercados financeiros enfrentam são os défices das contas públicas elevados, o fim dos programas de estímulo às economias e eventuais precipitações dos bancos centrais nas subidas de juros.
O elevado défice das contas públicas, a elevada dívida pública e a instabilidade política podem penalizar a bolsa portuguesa face aos principais mercados da Europa? O mercado português, tal como outros mercados do sul da Europa, enfrenta maiores riscos que os restantes mercados, devido aos elevados défices e instabilidade política. O agravar desta situação seria, obviamente, penalizador para o mercado nacional.
Que apostas permitiram ao Santander Acções Portugal terminar 2009 com o melhor retorno da sua classe e com um desempenho muito acima do PSI-20? A nossa estratégia de gestão do fundo consiste numa combinação entre uma estratégia de alocação de activos, de selecção sectorial e de escolha individual de empresas. Assim, o desempenho do fundo em 2009 ficou a dever-se a uma correcta estratégia de alocação de activos. Nomeadamente, ao aumento de exposição no final do primeiro trimestre do ano bem como pela selecção criteriosa de acções tendo por base o seu potencial de valorização, estratégia e reconhecimento do "management". Nesse sentido, destaque para o sobreinvestimento em empresas como Portugal Telecom, Cofina, Galp Energia, Sonae e Jeronimo Martins.
Que empresas apresentam actualmente uma sobreponderação no fundo e constituem uma aposta para este ano? As nossas principais apostas e, tendo por base os critérios anteriormente apresentados, são o sector das telecomunicações, pela atractividade das avaliações, nomeadamente a Sonaecom e Cofina. E o sector financeiro, pois acreditamos que foi excessivamente penalizado em 2009 e pode ter alguma recuperação no início de 2010.
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